Archive for the ‘História’ Category

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Artigo: Age e eu (ou “A Era das Eras”)

julho 15, 2010

Eu tenho um plano para minha vida: escrever um grande ensaio no qual eu analisarei toda a obra das “Eras” de Eric J. Hobsbawm. O nome que eu darei a este ensaio? A Era das Eras. Não é que eu goste muito do Hobsbawm. É que eu gosto do trocadilho.

Bom, mas enquanto o ensaio não vem, acho que eu posso emprestar o título a uma obra bem menos ambiciosa: um artigo sobre o jogo preferido da garotada, o incomparável Age of Empires! (Sim, é outro artigo sobre a minha infância. Tenho que aproveitar as férias pra escrever um pouco :))

Texto: Age e eu (ou “A Era das Eras”)

postado por Leandro

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I will survive

julho 14, 2010

O Holocausto já rendeu muitas histórias e,  se o cinema não é mais criativo para tratar destas histórias, de repente a vida pode surpreender. É o que acontece no vídeo abaixo. É uma família judia em três gerações – incluindo um sobrevivente do evento – no que pode-se chamar de, sei lá. Uma celebração da vida? Acho que é o termo mais apropriado. A família celebrando a vida e o fato de sobreviverem, dançando ao som de I will survive em frente a campos de concentração. Complicado descrever melhor. Vai lá, potencial pra ser um dos vídeos mais acessados do youtube:

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Audrey Hepburn, Rabindranath Tagore – Loucuras de um Brainstorm pela madrugada

maio 31, 2010

Postado por Rodolfo.

Estava a assistir um programa na TV fechada de madrugada quando vejo um cara caminhando, todo pimpão, num programa Y no Discovery Travel, em que ele estava em Londres, andando em direção ao Piccadily Circus. E não é que ele estava falando sobre a Audrey Hepburn?

Mudo de canal, e deparo-me, acho que no History Channel, com um programa sobre poetas indianos, e de quem estão falando? Rabinadrath Tagore! Não conhecia este sujeito até ter ganhado um livro dele em meu aniversário ano passado!

A união entre a precisão das letras e a subjetividade da física: Rabindranath Tagore e Albert Einstein.

E pensei, madrugada, Hepburn, Tagore… eles devem ter alguma ligação. E não é que tinham? Um poema, Unending Love. Justamente o poema predileto de Audrey. Não sei se você já leu alguma coisa do Tagore, só digo que vale muito a pena.

Unending Love

I seem to have loved you in numberless forms, numberless times…
In life after life, in age after age, forever.
My spellbound heart has made and remade the necklace of songs,
That you take as a gift, wear round your neck in your many forms,
In life after life, in age after age, forever.

Whenever I hear old chronicles of love, it’s age old pain,
It’s ancient tale of being apart or together.
As I stare on and on into the past, in the end you emerge,
Clad in the light of a pole-star, piercing the darkness of time.
You become an image of what is remembered forever.

You and I have floated here on the stream that brings from the fount.
At the heart of time, love of one for another.
We have played along side millions of lovers,
Shared in the same shy sweetness of meeting,
the distressful tears of farewell,
Old love but in shapes that renew and renew forever.

Today it is heaped at your feet, it has found its end in you
The love of all man’s days both past and forever:
Universal joy, universal sorrow, universal life.
The memories of all loves merging with this one love of ours –
And the songs of every poet past and forever.

Só uma coisa lhe digo: foram loucuras de um brainstorm pela madrugada.

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Efeito Manada

maio 19, 2010

Economia "ilustrada" é o que há!

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Mequinho? É, Mequinho!

abril 22, 2010

Postado por Rodolfo.

Mequinho disputando um torneio internacional em 1966.

Após um bom tempo sem comentar sobre nenhum filme, finalmente sinto-me disposto a voltar a falar. É melhor começar aos poucos, logo irei tratar de um curta-metragem chamado “Mequinho”, que conta a trajetória do melhor jogador de xadrez brasileiro de toodos os tempos, nosso Capablanca. E continua na próxima página! Read the rest of this entry ?

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Excerto Literário – “Memórias Póstumas de Brás Cubas”

abril 7, 2010

Brás Cubas, o mais famoso defunto escritor de toda a literatura.

Postado por Rodolfo.

“…Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos. Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras; achou que o caso excedia as raias de um capricho juvenil.

Desta vez, disse ele, vais para a Europa; vais cursar uma universidade, provavelmente Coimbra; quero-te para homem sério e não para arruador e gatuno. E como eu fizesse um gesto de espanto: — Gatuno, sim, senhor; não é outra coisa um filho que me faz isto…

Sacou da algibeira os meus títulos de dívida, já resgatados por ele, e sacudiu-mos na cara. — Vês, peralta? é assim que um moço deve zelar o nome dos seus? Pensas que eu e meus avós ganhamos o dinheiro em casas de jogo ou a vadiar pelas ruas? Pelintra! Desta vez ou tomas juízo, ou ficas sem coisa nenhuma.

Estava furioso, mas de um furor temperado e curto. Eu ouvi-o calado, e nada opus à ordem da viagem, como de outras vezes fizera; ruminava a idéia de levar Marcela comigo. Fui ter com ela; expus-lhe a crise e fiz-lhe a proposta. Marcela ouviu-me com os olhos no ar, sem responder logo; como insistisse, disse-me que ficava, que não podia ir para a Europa.

— Por que não?

— Não posso, disse ela com ar dolente; não posso ir respirar aqueles ares, enquanto me lembrar de meu pobre pai, morto por Napoleão…

— Qual deles: o hortelão ou o advogado?

Marcela franziu a testa, cantarolou uma seguidilha, entre dentes; depois queixou-se do calor, e mandou vir um copo de aluá. Trouxe-lho a mucama, numa salva de prata, que fazia parte dos meus onze contos. Marcela ofereceu-me polidamente o refresco; minha resposta foi dar com a mão no copo e na salva; entornou-lhe o líquido no regaço, a preta deu um grito, eu bradei-lhe que se fosse embora.

Ficando a sós, derramei todo o desespero de meu coração; disse-lhe que ela era um monstro, que jamais me tivera amor, que me deixara descer a tudo, sem ter ao menos a desculpa da sinceridade; chamei-lhe muitos nomes feios, fazendo muitos gestos descompostos. Marcela deixara-se estar sentada, a estalar as unhas nos dentes, fria como um pedaço de mármore. Tive ímpetos de a estrangular; de a humilhar ao menos, subjugando-a a meus pés. Ia talvez fazê-lo; mas a ação trocou-se noutra; fui eu que me atirei aos pés dela, contrito e súplice; beijei-lhos, recordei aqueles meses da nossa felicidade solitária, repeti-lhe os nomes queridos de outro tempo, sentado no chão, com a cabeça entre os joelhos dela, apertando-lhe muito as mãos; ofegante desvairado, pedi-lhe com lágrimas que me não desamparasse…”

Trecho do Capítulo XVII – “Do trapézio e outras coisas” – de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, do genial Machado de Assis, disponível gratuitamente, para leitura, download, etc, em http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000167.pdf 

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Momento David Bowie da Semana [3]

março 16, 2010

Postado por Rodolfo.

Inglaterra anos 70 era isso: Edward Heath e seu sorriso frouxo, rainha Elisabeth e sua cara de enfado e "indesejáveis" (porém ricos!) visitantes americanos personificados em Richard Nixon e sua esposa.

O ano era 1972. A Inglaterra penando numa crise de queda da produtividade, o panaca do Edward Heath era o primeiro ministro de sua majestade, que já era a dona Elisabeth II, e David Bowie e outros cantores com seu glam tentando trazer uma alegria a uma pérfida Albion que parece que havia esquecido de sorrir.

Escaldado em uma escandalosa declaração de que era bissexual e tendo um trabalho anterior que foi bem recebido, Hunky Dory, estava pronto o caminho para o lançamento de seu próximo álbum, com o grandioso nome “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars”. A história de um alienígena andrógino que se torna ídolo do rock, sua ascensão e queda na Terra, e sua triunfal autodestruição, uma verdadeira mistura de fantasia, música e teatro. Devemos destacar também os figurinos de Bowie, cuidadosamente escolhidos para dar todo glamour ao seu personagem Ziggy. Para iniciar os vídeos de Ziggy Stardust com vocês a primeira música do álbum, Five Years, que anuncia os propósitos de Ziggy: a destruição do mundo.

Clique abaixo para acompanhar a letra da canção:

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